O Ambiente na Figueira da Foz

Ambiente em sentido lato- físico, patológico, social e estético, englobando a habitação, o desenvolvimento urbano, o uso dos solos e transportes.

12.11.09

Atum em perigo de extinção

Segundo a mais recente edição da revista New Scientist o atum está muito ameaçado, especialmente no Mediterrâneo e no Atlântico. A sobre pesca desta espécie conduz agora os barcos-fábrica a águas do Oceano Índico, onde os stocks de atum ainda permanecem com grande potencial de exploração. Mesmo assim, o peixe espada está fortemente ameaçado com um declínio generalizado no nível das populações. A Índia lançou recentemente um satélite para observar os movimentos dos cardumes de atuns, maximizando as quantidades capturadas.
Preocupante mesmo o facto do tamanho médio do atum capturado no Mediterrâneo ter diminuído para metade: de 125 para 65 kg por unidade - um sinal inequívoco da sobre exploração (overfishing) das populações de atum.

Tuna in peril as catches reach triple the limit

* 12 November 2009

TIMES are tough for tuna. The guidance of scientists that advise groups that manage tuna stocks is falling on deaf ears.

The International Commission for the Conservation of Atlantic Tunas meets this week in Brazil to set catch limits. ICCAT's scientific advisers have told it that stocks of the giant bluefin tuna are plummeting towards collapse. Catches in 2008 were at three times the ICCAT limit, which is itself more than what its scientific advisers consider sustainable (see "Tigers of the sea"). "It's like the year before the collapse of the northern cod," says Dan Pauly at the University of British Columbia, Canada. In 1992 the Newfoundland cod fishery collapsed. It never recovered.

"..."
WWF claims that over the past 10 years, the average size of a tuna caught in the Mediterranean has almost halved, from 125 kilograms to about 65 kg - a sure sign of overfishing. At present rates of exploitation, WWF estimates bluefin will be commercially extinct within three years, meaning that the population is so small that it is no longer worth trying to catch fish."

11.11.09

GNR Paião

Gostaria de felicitar a GNR do Paião pelo facto de cumprir a sua missão: vigiar e fiscalizar as estradas do concelho. Nas últimas semanas são muitas as notícias que dão conta que "a GNR do Paião" detecta condutor alcoolizado, condutor sem carta, condutor em infracção... É pedagógico, e livra-nos daqueles elementos da sociedade que não cumprem as regras básicas e assim ameaçam a segurança pública. Parabéns pelo trabalho. Oxalá que as outras forças de segurança sigam o vosso exemplo e sejam mais actuantes nas estradas do concelho. Sim, porque a norte do concelho não são visíveis e na cidade, tanto quanto me apercebo, são raríssimas as operações STOP ou qualquer registo de controlo activo e sistemático aos condutores. Amiúde observo condutores em meio urbano que nem o sinal vermelho (semáforo) respeitam...

9.11.09

Muro de Berlim

Visitei Berlim Leste em 1991, no Verão, após uma longa viagem de comboio de Lisboa, naquele que foi o meu primeiro inter-rail. Tinha 500 DM (em notas) no bolso, e o meu amigo Nuno Manano, outros 500 DM. O dinheiro deveria chegar para um mês inteiro de viagem. Claro está que em 1991, 18 meses após a Queda do Muro de Berlim, não havia cartões de crédito nem telemóveis. A rede não estava lá, se perdessemos o dinheiro ou o bilhete de comboio, seriamos repatriados
Passámos uma semana em Berlim, explorando o que restava do Muro, descobrindo os bairros que até então estavam fechados aos Ocidentais. Simultaneamente esperámos por um visto da Embaixada da Polónia. Naquela altura ainda precisávamos de um visto.
Berlim Leste era escura, cinzenta, os edifícios em mau estado, as ruas tristes e sem vida. Cheirava a gasolina por queimar...dada a baixa eficiência dos Wartburg e Trabant. Parecia uma cidade abandonada. Tinha ido todos para Oeste. Os soldados russos tinham vendido os seus haveres (para-quedas, canivetes, mochilas, casacos, bandeiras, medalhas...etc) a comerciantes do Leste (arménios, georgianos,...) que os revendiam junto ao Muro.
A ida para Leste, a partir da velha estação de Lichtenberg, nos comboios do Leste (Reichbahn), foi uma aventura inesquecível. Em Varsóvia o capitalismo selvagem levou os comerciantes a vender ao longo das avenidas e ruas; a feira junto ao Palácio da Cultura com vietnamitas, ucranianos, romenos... Era um período de grandes mudanças, e para nós, jovens com 20 anos uma experiência de vida.
Na altura a questão do Muro era confusa. Não percebíamos que o dito servia para manter um regime brutal de ditadura comunista, e evitar que os seus próprios cidadãos saíssem para o Ocidente. Aliás, diga-se que as viagens dentro dos próprios países de Leste eram limitadas, não tinham a liberdade que hoje nós temos na União Europeia. Um alemão de leste não poderia ir a Varsóvia, e sem mais, ficar por lá a trabalhar. Os países comunistas eram irmãos, mas só na retórica oficial. Na prática o povo era mantido em compartimentos estanques, viajando somente em grupo para destinos pré-determinados.
Os regimes comunistas criaram problemas ambientais terríveis, com zonas altamente contaminadas, desperdícios elevados. Em termos económicos aproximavam-se da banca rota com um défice externo enorme, falta de investimento externo e um nível tecnológico muito baixo.

Nota 1- O Partido Comunista Português na altura (1989) opôs-se à queda do Muro. Hoje passados 20 anos, as mesmas pessoas, continuam indiferentes à história, acreditando que a RDA seria um regime modelo, o Muro necessário, Gorbatchov um traidor, a STASI e os seus 90.000 agentes um elemento essencial na defesa dos trabalhadores...Enfim, o PCP continua a defender um estado e uma ideologia por natureza anti-democráticos e opressores da vontade popular.

Nota 2 - Em Coimbra na eleição para a Assembleia Municipal, a independente Helena Freitas (PS), uma pessoa que já deu provas de isenção e saber, e propôs uma coligação de esquerda (PS+CDU+BE), contra o PDS-CDS/PP. O que fez a CDU (ou melhor o PCP) votou à direita, boicotando a entrada da esquerda na presidência da AM de Coimbra. Porquê?

7.11.09

Consumo de Energia Eléctrica


Nos últimos 15 anos o consumo de energia eléctrica em Portugal quase que duplicou, de 30.000 para 51.000 GW/hora (fonte: jornal Público online).
Em 1994 já tínhamos fábricas-de-tudo-e-mais-alguma-coisa, computadores pessoais, televisores, frigoríficos, ar condicionado, muito desperdício de energia...mas vivíamos bem, em geral, e gastávamos metade da energia ? Como é possível tal aumento ? Se as renováveis atingem quase 30%, e se mantivéssemos uma certa racionalidade no uso da energia, poderíamos caminhar para níveis elevados de sustentabilidade em termos de produção de energia eléctrica. Acrescenta-se que toda a energia não renovável (eólica, hídrica, parte da co-geração) é importada e tem fortes emissões de Gases com Efeito Estufa (GEE).

6.11.09

O Muro de Berlim - Documentários e Programas da RTP2



Ontem às 23h30 a RTP2 exibiu um excelente documentário sobre o muro de Berlim. Mau horário para quem trabalha no dia seguinte. O documentário terminou às 1h40...Antes do documentário tivemos direito a "serviço público" com mais uma sitcom americana "Sobrenatural" igual a centenas de outras do género. Quem realmente quer saber mais, estar informado e mostrar aos seus um bom programa de história tem que adaptar-se: deita-se tarde e a más horas ! A RTP2 mais uma vez promoveu a superficialidade em detrimento da possibilidade dos portugueses acederem ao conhecimento histórico através de um bom documentário.

Titulo Original:«THE BERLIN WALL»
Um documentário de Patrick Rotman que traça as circunstâncias da construção do muro de Berlim, as suas consequências a nível mundial e a sua destruição.

Reunião de Câmara: Medidas de contenção, outra forma de estar no poder


Foto: Diário as Beiras
A disposição da mesa em U permite à oposição estar de frente para os dirigentes e funcionários da Câmara, confere mais dignidade e melhor o funcionamento das reuniões de Câmara. Por diversas meses pedimos (vereadores da oposição 2005-2009) a Duarte Silva que nos fosse dado igual tratamento, nunca concedeu.
O público finalmente vai ter hora certa para ser atendido, 17h. Houve sessões em que as pessoas esperavam quatro e cinco horas até serem atendidas pelo anterior executivo. Muitas desistiam de o ser e ficava a democracia mais pobre.
O facto do actual Executivo encarar a redução da despesa como um factor prioritário é um sinal de seriedade e coragem. Nem é fácil acabar com privilégios adquiridos, mudar velhos hábitos e quebrar rotinas. Parece-me muito bem que se corte nos fundos de maneio, nas assinaturas de jornais nacionais (muitos eram redundantes, outros ninguém lia...), nos serviços contratados externamente quando há funcionários capazes de desempenhar essas funções.
Agradou-me ver o empenho posto pelos novos Vereadores e Presidente na arrumação física da casa. O gabinete do Presidente apresentava sinais evidentes de degradação, emprestando mau aspecto, uma imagem de desleixo e indiferença, a quem visitava tal espaço. Está agora a ser arranjado. Tal como o gabinete dos Vereadores da oposição (PSD, 100%) que está a ser pintado e melhorado, conferindo condições de trabalho mais dignas à oposição.
Acredito que o chefe de Gabinete, Dr. Nuno Maurício, irá desempenhar de forma exemplar as tarefas hercúleas que o esperam.

Os meus votos de bom trabalho a todos os Vereadores e ao Presidente Ataíde das Neves.

5.11.09

Cabo Mondego - em vias de extinção

4.11.09

Pelouros e Vereadores

Os vereadores e pelouros foram distribuídos.
Ver no jornal "O Figueirense" , aqui..

30.10.09

Mudança



"ON"
Presidente Ataíde das Neves vamos ao trabalho!
Desejo-lhe saúde, persistência e tal política séria, sem populismos, mas com a necessária firmeza para mudar o concelho !

Democracia local

As negociações entre partidos e movimentos geram comentários, posts, artigos e até demissões...Tudo normal. Estamos numa democracia. As pessoas dialogam, alguns sabem partilhar o poder, convivem bem com a oposição, muitos colocam os interesses do concelho à frente dos seus. Mas, também há quem não saiba dialogar, incapaz de aceitar a mudança e mantendo-se arrogante perante que lhe faz frente.
Penso que o pior são os falsos consensos, o populismo e a vontade de agradar a todos. Não é possível. Há que seguir uma linha, ter um rumo (eu sei...) e decidir.

Felicidades ao futuro presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, que saiba tomar as decisões mais acertadas em prol do desenvolvimento do concelho.

Jorge Wemans e a programação na RTP2

Há mistérios insondáveis na programação da RTP2. Hoje somos prendados com dois documentários seguidos, das 23h30 às 02h30, da realidade crua do Afeganistão, aos trabalhadores portugueses no País Basco. Bons momentos de televisão. Mas, em horário tardio e em dose dupla. Nos restantes dias da semana temos que aturar durante longas horas a pastilha da série americana. Hoje foi a vez da soap opera "Sobrenatural", dos intermináveis e muito aborrecidos National Geographic (muitos repetidos...) e de outra série americana às 20h ("Friends ?") . De segunda a sexta a RTP2 oferece sempre as mesas doses às mesmas horas: 20h30 série americana; 21h série americana; 22h Jornal das 2; 22h30 série americana (quase sempre mete sexo, , hospitais, drogas e violência...). Não passamos disto no único canal alternativo do espectro em canal aberto. Gastam-se mais de 20 milhões de euros, para fomentar aquilo que o cabo (AXN, Fox, N. Geographic...) já transmitem ? Porque não se exibem series de outros países (Reino Unido, Itália, Alemanha, França, Espanha...) ? Porque falta uma dimensão cultural à política televisiva. Quem decide, no caso em apreço, Jorge Wemans, mostra-se insensível à necessidade de termos acesso a programas de proveniências várias. Porque se insiste na monocultura da série americana ? Porque se tratam os espectadores como se fossem adolescentes ?
Já desisti da RTP1. Não consigo ver um único programa. A culpa é minha de certeza , sou um espectador atípico, exigente e farto de programas "infantilizantes". Os telejornais são o cúmulo do sensacionalismo e exploração de sentimentos primários das pessoas, além de promoverem uma imagem deprimente do país e das pessoas que nele habitam. As entrevistas de rua repetem o esquema "preguiçoso" do jornalista: emitem-se opiniões desinformadas, clichés, gente desocupada que se exprime com muita dificuldade sobre temas sobre os quais não tem o menor conhecimento. Muito raramente os jornalistas televisivos conseguem fazer uma peça com sentido, ouvindo todas as partes, informado e formando as pessoas sobre os temas da actualidade.
A RTP (um e dois) deveriam ser parte da identidade nacional. Deixaram de o ser. Renderam-se à vaga populista e facilitista que varre a sociedade moderna.

Jorge Wemans, demita-se !

29.10.09

Um ovo em São Tomé



Um ovo em São Tomé (STP) custa muito dinheiro. São 5.000 dobras, cerca de 25 cêntimos. Os são-tomenses ganham , em média, 900.000 dobras i.e. 45 euros. Mas queixam-se pouco, não se fala de fome nem de "tristezas". Por lá, ri-se muito. Convive-se bastante. Como eles dizem, e bem, "leve leve", vai-se vivendo, dias após dia, sem pensar demasiado no futuro, sem exigências desmesuradas. Gostei muito de São Tomé, e do Príncipe também.
A Natureza é fantástica...paisagens deslumbrantes, mesmo na cidade, mesmo ali ao lado, sem molhes nem construções foleiras.
Os problemas sentem-se na falta de condições hospitalares, a ausências de profissionais qualificados, o lixo por recolher, um certo neocolonialismo branco, as falhas constantes de energia, a corrupção e incapacidade institucional (mas isto temos nós por cá em doses q.b.) ...
Seja como for anseio pelo regresso ao arquipélago, e beber uma "Nacional" ao princípio da noite (24 º C) no café "Pirata" com o mar a bater forte no muro de protecção ali a 5 metros de distância ! Saudades desses dias, e da proximidade do Atlântico !

27.10.09

O Fundo do Mar



26.10.09

Pare, Escute, Olhe



Parabéns ao Jorge Pelicano.
Espero ansiosamente que o filme venha a ser exibido na Figueira da Foz.

24.10.09

Privatização dos Serviços e Aumento do Preço Final da Água

Defendo que os bens e serviços essenciais (por ex.: água, electricidade, resíduos, gás...etc.) não devem ser subsidiados. Os utilizadores devem pagar o custo real, só assim se racionalizam consumos e se distingue quem poupa e é eficaz no seu uso, e quem gasta desalmadamente.
No entanto, será útil reflectir sobre a privatização e concessão da exploração das águas a empresas privadas. No topo dos sistemas com água mais cara estão entidades privadas. Não seria suposto a privatização aumentar a eficiência da empresa e diminuir o preço final ? Não é esse o objectivo da privatização ?
Poucos estudos foram realizados sobre este tema em Portugal, mas seria útil analisar a questão, verificando-se se a privatização dos serviços de águas resultou em benefício da comunidade, ou serviu mais para gerar lucros a empresas e consórcios privados. Houve aumentos de preços injustificados ?
A este respeito note-se que Paris "recomunalizou" (retirando-o à VEOLIA, uma das maiores empresas do mundo neste sector) os serviços de águas, passando estes a ser directamente geridos pelo município.
Certo é que a água na Figueira da Foz é a terceira mais cara do país, segundo o estudo publicado no Diário de Notícias (ver abaixo).

Note-se bem: a água da torneira é realmente muito barata, custa 1,3 cêntimos por cada 10 litros. Se compararmos com a água do garrafão (45 cêntimos = 5 litros) custa 66 vezes menos. Tendo em vista um consumo de 100 litros por dia e por pessoa, gastamos 13 cêntimos por dia. Não é muito. Um café custa 70 cêntimos, dá para comprar 515 litros de água proveniente da empresa "Águas da Figueira".

O artigo do Diário de Notícias poderá ler-se aqui.

"Paços de Ferreira (Porto) com uma factura de 187 euros anuais, Figueira da Foz (Coimbra) com 163 euros, Santa Maria da Feira (Porto) com 159 euros e Barcelos (Braga) com 155 euros de tarifa anual para o referido consumo anual de 120 metros cúbicos de água lideram o ranking dos concelhos com as tarifas mais caras do país. Os dados reportam-se a 2007 já que, refere a Deco, o Instituto Regulador de Águas e Resíduos não dispõe de números mais recentes. "

23.10.09

Comboios Alfa



Os comboios portugueses mais modernos (ALFA) não têm espaços de convívio social. O bar é minúsculo, não há janelas, a paisagem não conta, ficamos todos de pé, apertados e sem graça. Os europeus deveriam aprender com os americanos a fazer bares e salas de convívio nos comboios. O comboio não deve ser um avião, mas sim um meio de transporte com espaço e tempo para beber um café e apreciar a paisagem em amena conversa com os demais passageiros.

21.10.09

Enviado especial da RDP ao sorteio...

Retirado do blog Aliastu de Rui Fonseca
ENVIADO ESPECIAL

Senhor Provedor do Ouvinte,

Também faço parte daqueles que entendem que a RDP dedica ao futebol mais tempo de antena do que seria normal se o futebol não fosse mais importante para os portugueses do que qualquer outra actividade económica, cultural, política, religiosa. Como é, e a RDP também incentiva a inclinação, percebe-se o destaque mas contesto o exagero.

Vem isto a propósito do que ouvi esta manhã, a propósito da deslocação a Zurique de um "enviado especial" para assistir ao sorteio do play-off com a equipa portuguesa metida no primeiro pote à espera do adversário no segundo. Coisa para 15 minutos, se tanto, adiantava o locutor de serviço.

E a minha questão é esta: O que é que vai um "enviado especial" fazer a Zurique que não possa fazer em Lisboa? Com a transmissão feita em directo por tantos canais de televisão que especialidade tem o enviado para justificar os custos de deslocação envolvidos?

Como bem sabe, este é apenas um exemplo entre muitíssimos, tanto na Antena 1 como na 2, e, já agora, na RTP cada vez mais numerosa, de gastos que só são realizados porque são suportados pelos contribuintes forçados.

São peanuts? Talvez. Junte-os todos, em todos os locais onde são geridos os dinheiros públicos, e verá como a soma ajuda a submergir as contas públicas e não são senão reflexo do relaxamento geral que provoca estragos maiores no orçamento do Estado e, consequentemente, das famílias.

Salvo o do “enviado especial”, evidentemente.

17.10.09

Pare, Escute e Olhe


Parabéns ao figueirense Jorge Pelicano pela ousadia e capacidade de nos trazer "outros temas" à tela. Um filme a não perder. Esperemos que o CAE exiba o filme nos próximos tempos.

16.10.09

Dias de Verão _ Outubro 2009

15.10.09

Ramalho Eanes na Figueira da Foz

Segundo o jornal as beiras de hoje o ex-Presidente Ramalho Eanes está preocupado, e bem, com dívida.
"..." Preocupante e perturbador é o nível do endividamento externo do país, segundo o antigo chefe de Estado: “esta situação é de todo intolerável. Não podemos gastar o que não temos”.
"..."

Contudo, Ramalho Eanes apoiou a candidatura do PSD na Figueira, ou seja, incentivou alguém que fez exactamente isso: gastou muito mais do que podia. Os figueirenses, mais consequentes do que Ramalho Eanes, actuaram em conformidade.

A energia nuclear tornou-se a panaceia para a resolução dos problemas energéticos do país. Mesmo quem não faz a mínima ideia de como funciona uma central nuclear, qual é eficiência do processo, quanto custa e que problemas efectivamente vai resolver, o que fazer aos resíduos radioactivos, assume-se como defensor deste tipo de energia.
São poucos os que apelam à racionalização do consumo, e respectiva redução. Pelo contrário, e especialmente a direita ideológica e a esquerda comunista, quer mais e mais produção, a qualquer preço.
Sabemos que nunca irá haver energia suficiente se mantivermos as actuais práticas de esbanjamento e desperdício. Ligar o ar condicionado da loja e deixar a porta aberta continua a ser mais comum do que o oposto. Tal só é possível porque os custos da electricidade não pesam verdadeiramente no orçamento da loja, e reina uma ignorância tremenda relativamente aos custos ambientais e económicos da produção de energia eléctrica.

14.10.09

Paintshop - Surf - Artigo sobre a Figueira noThe Guardian

Neste artigo no prestigiado jornal inglês The Guardian, faz-se a exaltação da Figueira enquanto cidade do surf. Refere-se também a primeira "low cost hostel" da cidade, a Paintshop, situada bem no coração de São Julião.

RDP - sem serviço público

Uma discussão patética preenche a manhã da Antena 1 , serviço público de rádio. Tudo gira à volta de um jogo entre Portugal e Malta. O tema mais importante do dia....Especula-se, dizem-se muitas baboseiras, futurologia a rodos,...um vazio imenso. Desligo o rádio indignado. Assim não vale a pena, isto não é serviço público.

13.10.09

"Autarquias sem ambição"

O texto de Leonel Moura, publicado aqui chama a atenção para aspectos importantes que visam melhorar a qualidade da acção autárquica.
Cito algumas passagens:
"...."
Houve um tempo em que se defendia que era de evitar a todo o custo a concentração de pessoas nas cidades e que seria melhor mantê-las no campo ou em periferias. Isso conduziu ao abandono dos centros urbanos e aos desastres suburbanos. Hoje percebe-se que essa opção era profundamente errada. Uma elevada densidade populacional é favorável à qualidade de vida, à liberdade, à criatividade e ao desenvolvimento económico. Por isso, muitas cidades, em particular na Europa, têm criado programas para repovoar os centros. O que tem aumentado a sua competitividade e gerado dinâmicas em torno das actividades ligadas às chamadas "indústrias criativas", as quais são hoje uma componente essencial de uma economia assente nas novas tecnologias e na inovação."...."
"..."
Ao invés de pretenderem imitar o vizinho, as câmaras deviam promover planos capazes de gerar realidades singulares e distintas. Deviam apostar em diferenças que fazem a diferença.

Do mesmo modo é preciso ousar experimentar novas soluções para velhos problemas. Não é aceitável que as nossas cidades médias e grandes continuem a não mostrar habilidade para resolver coisas tão básicas como o trânsito rodoviário, o estacionamento ou os que se prendem com a habitação ou a sujidade. Tudo questões básicas mas sem as quais é difícil conquistar atractividade, já para não falar de garantir o bem-estar das populações. Há aqui uma evidente falta de ousadia e imaginação.

"..."

Reunião de Câmara - a última - e o ruído

Hoje tivemos a última reunião de Câmara.
Duarte Silva teve que ouvir o seu ex-vice-presidente durante longos minutos. Paulo Pereira Coelho "malhou" forte na personalidade do actual Presidente, sem deixar de atacar com igual força o PSD local. Poupou José Elísio. Este por sua vez declarou que a derrota não era sua. Claro. José Elísio nem sequer apoiou Duarte Silva durante 8 anos. Não, José Elísio não foi Vereador do Ambiente. Foi um outro José Elísio, aquele que ali estava repetiu a dose e atacou Duarte Silva. Constrangedor q.b.
Lídio Lopes "salvou a pele", ele a vítima de um quase assassinato político, ele que vai voltar aos velhos e gloriosos dias da oposição. Não defendeu Duarte Silva. A única que se prontificou a defender o ainda presidente foi Teresa Machado, enaltecendo "o homem honesto e trabalhador".
Duarte Silva foi lacónico, desejando felicidades a todos os presentes e ao partido socialista.
A bancada socialista conteve-se. Não atacou muito.

Mais uma vez alertámos para os recorrentes problemas do ruído (sem resposta adequada). Este Verão um festival de música electrónica infernizou a vida dos habitantes de Quiaios, houve várias queixas, mas a Câmara de nada soube...

12.10.09

O fardo



O próximo Presidente da Câmara terá que lidar com um estrangulamento financeiro sem precedentes.

Venceu o PS

O grande vencedor da noite eleitoral, na Figueira da Foz, foi o Partido Socialista ao obter 38% dos votos.
O PSD perdeu quase 50% dos votos, abaixo dos 10.000 votos.
O movimento 100% conseguiu mais de 6.500 votos, logo conquistando dois vereadores.
A CDU perdeu quase 1.000 votos, e ainda ficou com menos um lugar na Assembleia Municipal. Dupla derrota.
O BE continuo a revelar dificuldades na implantação a nível local, mantendo o mesmo número de votos, igualando 2005.

11.10.09

Ventos de Mudança

Hoje irá mudar a composição do executivo camarário na Figueira da Foz. Espero que seja um dia histórico,o fim de uma era de despesismo e descontrolo.
Confesso uma certa ansiedade pessoal, apesar de confiar que os figueirenses saberão votar em quem os poderá liderar na necessária mudança de políticas locais.

9.10.09

Dia 11 de Outubro - Eleições Locais

As promessas por cumprir de Duarte Silva
A dívida da Câmara era, em 2001, quando Duarte Silva iniciou o mandato, de 15 milhões de euros e é hoje de quase 60 milhões, quadriplicou!

A dívida da Câmara, associada à das empresas municipais Figueira Domus e Figueira Grande Turismo ascende aos 80 milhões de euros! Esta factura a pagar representa 3.555 euros por cada família que vive no concelho.

Os impostos cobrados aos figueirenses sustentam mais de 80% da actividade da câmara!

As receitas do investimento realizado pela Câmara eram, em 2001, de quase 30 milhões de euros e são hoje quase nulas!

Dezenas de obras são prometidas mas nunca passam do papel!
• No Paião (PSD) em 18 obras prometidas, realizaram-se 3!
• Em Santana (PSD) foram prometidas 16 obras e só se fizeram 3!
• O parque desportivo de Buarcos está num impasse há 5 anos!
O polidesportivo dos Vais, o campo de futebol de Buarcos, o circuito fluvial do Mondego e o gimnodesportivo da Madalena em Maiorca constam como promessas há vários anos!

O Oásis está fechado há quase 10 anos
e custou dezenas de milhares de euros!

Continuam como promessas a alternativa à via central de Tavarede, Alhadas e a variante de Quiaios!

Em 2008 a Câmara prometeu investir 30 milhões de euros em todo o concelho, cumpriu com 14% , ficaram por cumprir 86%!

Está tudo por cumprir!

Mais impostos com o PSD de Duarte Silva

"António Tavares comparou o rácio de impostos directos versus população no ano de 2005 que foi de 81,00 € e que actualmente é de 116,50 €, referindo que houve uma subida face a 2005 de 44%.
"..."esta situação significa não só que a dependência da Câmara Municipal face aos impostos directos é maior, mas significa também que a carga fiscal tem vindo a subir, sobretudo para quem paga os impostos locais, como é caso do Imposto Municipal sobre Imóveis [IMI] e o Imposto Municipal sobre Veículos, que são os impostos que têm sustentado a receita camarária."
Acta da Reunião da CMFF de 21.09.2009

Com Duarte Silva os figueirenses pagam mais, e para quê?

8.10.09

O jornal de Duarte Silva, a campanha e a bajulação

A análise do "jornal" distribuído pela campanha do PSD, revela a pobreza do último mandato de Duarte Silva, e a apropriação indevida de obras que não responsabilidade directa da Câmara. Alguns exemplos:
- as obras da página 3 foram realizadas, ou iniciadas, no primeira mandato, até 2005
- a ETAR do Bom Sucesso, foi obra da Águas da Figueira

Mais, os recentes apoios "incondicionais" a Duarte Silva são de pessoas que não vivem na Figueira. Estão por fora da realidade da Câmara Municipal da Figueira da Foz.
Infelizmente, Marçal Grilo, Paulo Rangel, Marcelo Rebelo de Sousa, Ramalho Eanes prestam-se ao frete. Fazem uma bajulação do "Tony" sem invocar a acção política, a obra, as finanças locais, as estradas esburacadas, o estado lastimoso das Escolas de responsabilidade camarária, o desperdício de recursos nestes oito anos de Duarte Silva...
Ao fazerem esta bajulação cega, prestam um mau serviço à comunidade, misturando amizade com acção política, apoiando directamente a incompetência de alguém que teve por demasiado tempo a seu cargo a gestão dos destinos da Figueira da Foz.